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Escritor
português, José Maria Eça de Queiróz é considerado o maior
ficcionista de seu país. Estudou direito e se tornou Diplomata em 1872.
Depois de trabalhar em Cuba e Inglaterra, foi enviado à Paris em 1888
para ocupar o cargo de cônsul, em que permaneceu até sua morte. Os
primeiros escritos de Eça de Queiróz em Portugal, foram ensaios e
relatos curtos caracterizados pela ironia e um componente de fantasia
macabra.
Mais tarde fez parte de um grupo de intelectuais
portugueses realizadores de reformas artísticas e sociais, vertendo para
o Realismo e o Naturalismo na literatura. Durante seus anos de cônsul,
Eça de Queiróz escreveu suas novelas mais famosas, nas quais denunciou
os males da vida portuguesa contemporânea " O Crime do Padre
Amaro" (1875) trata dos efeitos destrutivos do celibato em um
sacerdote de caráter duvidoso e os perigos do fanatismo em uma cidade
provinciana portuguesa; o Primo Basílio (1878) satiriza o amor
romântico. Considerada sua obra prima Os Maias (1888), narra a o fim de
uma família símbolo da decadência da classe alta da sociedade
portuguesa. A cidade e as Serras (publicada postumamente em 1901)
revela sua nostalgia pelas belezas dos campos portugueses. |