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"As mãos de Pilatos ficaram muito mais sujas quando ele as lavou."

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 31 de outubro de 1.902. Pertencia a uma família de fazendeiros em declínio.

Estudou em Belo Horizonte, e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo (RJ). Com a insistência da família diploma-se em Ouro Preto em farmácia. 
Com outros escritores fundou "A Revista", que mesmo pouco duradoura, foi importante canal para afirmação do modernismo em Minas Gerais.

Ingressando no serviço público em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, tornando-se chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação.

Desde 1.954 colaborou como cronista no jornal "Correio da Manhã" e a partir de 1.969 no "Jornal do Brasil". 
As obras de Carlos Drummond são citadas como uma expressão pessoal numa linha de aperfeiçoamento em que a originalidade e a unidade se configuram e se confirmam a cada passo. 
Drummond se apresenta como que aquém e além do movimento modernista, tirando deste menos recurso do que de estrutura. 

Torturado pelo passado, assombrado pelo futuro mostra-se o homem do ponto de vista céptico e melancólico, porém quando ironiza os costumes e a sociedade asperamente satírico entrega-se a comunicação estética. 
Essa identidade vale-se do trabalho poético e da relação com outros seres, com o amor, ainda que amargo. 
Suas obras foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, alemão, sueco. Drummond é considerado o poeta mais influente na literatura brasileira contemporânea. 

Também publicou vários livros de prosa, provando ser um notável cronista. Como símbolo da poesia brasileira, o ano de 2.002 foi declarado o "Ano de Drummond".
Faleceu a 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro.