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V. C., 12 Anos, Sexo Feminino
Paciente retorna ao consultório após dois anos de ausência, com história de
amidalite purulenta e estomatite há dois meses, tratadas alopaticamente com "vários medicamentos", até regressão dos sintomas.
Na ocasião, sentia muita dor para engolir, ao toque nas úlceras da boca e em "uns gânglios pequenos no pescoço".
Passou bem até à noite, quando acordou com tosse cheia e dor no peito ao respirar. Nega congestão nasal ou coriza. Durante a madrugada a temperatura subiu e o corpo esquentou muito, mas não mediu a febre; o coração estava disparado e o peito continuava doendo com a respiração.
Á consulta, queixava-se de cansaço, indisposição, sem fome, "para baixo", com vontade de dormir e com dor no "osso da costela".
Ao exame físico: Paciente prostrada, fácies pálidas com cianose de lábios e extremidades que estavam frias, taquicardia, dispnéia; Orofaringe: Hálito com odor fétido, hiperemia de
amídalas e faringe, lesões ulcerosas amareladas na faringe. Freqüência Cardíaca: 160 batimentos/minuto, temperatura 39,5ºC.
Feito diagnóstico clínico de faringo amidalite ulcerativa e diagnóstico medicamentoso de Arsenicum álbum, que foi prescrito na potência 30 CH, pelo método plus, com intervalos de 15 minutos por 2 horas, quando nova avaliação ocorreu (nesse período, paciente foi assistida no consultório).
À reavaliação, paciente encontrava-se mais disposta, sorridente, com fácies rosadas, extremidades róseas e quentes, temperatura 38ºC e orofaringe menos hiperemiada, porém ainda ulceradas, mas o hálito menos fétido.
Encaminhada para residência, com plus de 1/1 hora, durante toda tarde até à noite, quando fosse dormir, recomendada dieta leve, repouso e que mãe telefonasse pela manhã no consultório, aproximadamente 20hs após o atendimento.
À ligação, mãe relatou que a febre cedeu durante a noite, criança levantou disposta, bem humorada e negando qualquer dor. Tomou café da manhã e pediu para saber se poderia fazer a aula de tênis após o colégio!
Foi recomendado manter o plus 5 vezes ao dia, por mais 4 dias, e ao término, novo telefonema, no qual foi relatado total recuperação da criança com remissão das úlceras da orofaringe.
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