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Dra. Valéria Dória M. Costa

Ginecologia e Obstetrícia
Ultra-sonografia

 

   Leucorréia ou corrimento é apenas sintoma e não doença; significa a exteriorização de certa quantidade de conteúdo vaginal não sanguinolento, através dos genitais externos. 
É sintoma importante devido sua alta freqüência.

   Pode ser normal e, nestas circunstâncias é constituído pelas secreções vaginais, do colo do útero e do trato genital superior, além da flora bacteriana normal, na qual se destacam os bacilos de DODERLEIN , os quais são importantes na produção de ácido lático, o qual protege a vagina de outros microorganismos oportunistas.

   Os tipos mais comuns de leucorréia patológica são as infecciosas. Elas podem se originar do crescimento da flora normal da vagina, bem como pela colonização de novos germes introduzidos pela atividade sexual, ou por causas menos comuns como corpos estranhos, outras doenças como câncer, diabetes, menopausa (pela atrofia vaginal), etc.

   Os corpos estranhos introduzidos na vagina são vistos mais freqüentemente em crianças; em adultas ,o esquecimento de diafragma, de tampões, ou mesmo a presença de um DIU podem levar a corrimento.
   Na prática clínica encontramos vários tipos de corrimento, sendo os 3 mais freqüentes os seguintes:
1) Tricomoníase: causada por um protozoário (Tricomonas Vaginalis) que acomete homens e mulheres, sendo transmitido sexualmente .Pode ser assintomática, mas normalmente se caracteriza por corrimento amarelo esverdeado, pouco viscoso, ás vezes bolhoso e de odor fétido característico. A paciente se queixa de coceira, dor á relação, ardor para urinar e dor mal definida em baixo ventre. A vagina pode se apresentar intensamente avermelhada. O diagnóstico se faz através do exame ginecológico ,e da lâmina á fresco que o próprio ginecologista realiza em seu consultório, observando o patógeno ao microscópio. O tratamento á base de comprimidos e cremes vaginais deve ser dado ao casal para maior eficácia.
2) Candidíase: uma das formas mais comuns de corrimento, é causada por fungos do gênero Candida sp., sendo a mais comum a Cândida Albicans. Alguns fatores predispõem á Candidíase: gravidez, diabetes, uso de antibióticos, doenças debilitantes, obesidade , uso de roupas apertadas, etc. O diagnóstico se faz pelo quadro clínico: coceira vaginal, ardor para urinar, vagina extremamente avermelhada e inchada e presença de corrimento pastoso esbranquiçado semelhante á nata de leite. Piora no período pré menstrual. Em consultório , o ginecologista, realizando uma lâmina da secreção, faz o diagnóstico facilmente. O tratamento também é realizado com comprimidos e pomadas vaginais, além de orientações quanto á higiene e vestuário.
3) Gardnerella Vaginalis (Vaginose bacteriana): bactéria, que associada á outras, libera aminas fétidas cujo odor se assemelha á peixe podre. A paciente se apresenta com corrimento amarelado de odor desagradável que se torna muito evidente durante a menstruação e o coito; pode haver ligeira coceira genital. Na lâmina á fresco, vê-se as CLUE CELLS, que são características da doença . O tratamento deve ser feito para o casal , uma vez que é considerada sexualmente transmissível sendo também baseado em comprimidos e pomadas vaginais.

   Existem ainda outros microorganismos causadores de corrimentos, sendo necessário o exame ginecológico minucioso, além de exames subsidiários como o Papanicolau e culturas de secreção vaginal para o correto diagnóstico e tratamento.