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Dra. Nanci Priscila Affini
Fisioterapeuta
Hippoterapeuta
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A Equitação Terapêutica não é uma descoberta recente como recurso terapêutico.
Nos tempos de Hipócrates já era utilizada para prevenção da insônia e outros males e
na recuperação de militares acidentados em guerra. Asclepíades da Prússia (124-140 ac)
aconselhava a Equitação Terapêutica como treinamento para epilepsia e em diversos casos
de paralisia.
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Novas referências à Equitação Terapêutica só voltaram a surgir no século XVI. Goethe a
considerava benéfica na distensão da coluna vertebral de cavaleiros, em razão das oscilações
a que este era submetido, depois de um novo período de indiferença e pouca consideração
pelo emprego terapêutico, logo após a I Guerra Mundial, o cavalo voltou a ser lembrado.
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Os primeiros a utilizá-los foram os escandinavos e os resultados obtidos estimularam o
nascimento de outros centros na Alemanha, França e Inglaterra. Um exemplo clássico da época moderna é o da amazona Liz Harlel, acometida de pólio
na idade infantil e que, não obstante à sequela, conseguiu ganhar a medalha de prata em
adestramento nas Olimpíadas de 1952 e 1956.
Este feito despertou os profissionais da saúde para este recurso. Em 1954 surgiu na
Noruega, a primeira equipe interdisciplinar, formada por uma fisioterapeuta e um instrutor
de equitação.
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A terapia age através dos movimentos tridimensionais do cavalo (látero-lateral, ântero-posterior e longitudinal), que transmitem uma grande quantidade de diferentes impulsos
para os pacientes.
Os movimentos transmitidos por um cavalo, ao passo, são similares aos movimentos do
andar do homem saudável. Existindo, ainda, a rotação da cintura pélvica, em ângulo maior
que registrado durante a marcha humana.
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A interação cavalo-cavaleiro propicia ganhos na parte biológica
como controle de postura,
normalização de tônus muscular,
melhoria da coordenação motora, reeducação
de espasmos
e estimulação tátil-vestibular.
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Também propicia ganhos na parte psicológica, pois provoca
aumento da auto-estima, da auto-confiança e da auto-determinação.
Na parte social, possibilita a maior integração com a família, que geralmente participa
do processo de forma ativa, e também com os amigos, ditos normais e com os pacientes
com outros problemas ou com problemas semelhantes.
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