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Dr. Edilberto de Araújo Filho
Ginecologista
Especialista em infertilidade
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A incidência de infertilidade vem crescendo de 10 anos pra cá . Hoje , 20% dos casais apresentam algum grau de dificuldade para engravidar. Desses, 40% o problema é masculino, 40 % é feminino e em 20% o problema está no casal.
A incidência de infertilidade masculina está em ascensão.
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O stress do mundo moderno, o cigarro, a bebida, alimentação artificial estão entre os prováveis agentes causadores.
O primeiro exame para avaliar o homem é o espermograma simples, que deve ser repetido em caso de alteração.
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As alterações podem ser quantitativa ( diminuição no número dos espermatozóides ) ou qualitativa ( diminuição na forma ou motilidade dos espermatozóides ).
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O diagnóstico de infecções seminais pode ser visto pela presença de leucócitos e bactérias identificadas a cultura.
Uma vez constatado um problema no homem, a causa deve ser investigada. O exame clinico, dosagens hormonais e uma boa anamnese sobre hábitos, cirurgias prévias, infecções virais ou genitais, história familiar de infertilidade, acidentes e etc... deve ser pesquisada.
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Nos casos de alterações leve no espermograma a inseminação simples ( técnica de fertilização assistida onde espermatozóides " tratados " são colocados dentro do útero e trompas na hora da ovulação seria uma opção mais simples e barata.
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Nas alterações acentuadas do espermograma a melhor opção terapêutica é a injeção intracitoplasmática de espermatozóides ( ICSI ) , técnica de fertilização assistida onde um espermatozóide é injetado dentro do óvulo com auxílio de um microscópio com um sistema de micromanipulação que utiliza micropipetas para o trabalho.
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É importante frisar que os homens com diminuição acentuada de espermatozóides devem ser alertados para a possibilidade de apresentarem alterações genéticas com deleções ou microdeleções no cromossomo sexual " Y " ; que pode ser transmitida ao filho se do sexo masculino.
Estima-se que 10-12 % dos indivíduos oligospérmicos severos ( com diminuição severa dos espermatozóides ) e12-14 % dos indivíduos azospérmicos não obstrutivos ( indivíduos sem espermatozóides por problema na produção testicular dos mesmos ) apresentam alterações genéticas em seus cromossomos
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Por isso indica-se o estudo cromossômico e de microdeleções nesses
indivíduos antes da realização do ICSI.
Nos homens com azospermia ( ausência de espermatozóides no ejaculado ) ,
quando decorrente de uma obstrução no canal ejaculatório ou por ausência
congênita do deferente, a punção do epidídimo ( local onde os
espermatozóides são armazenados ) com agulha fina , consegue obter
espermatozóides para fazer o ICSI.
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A pesquisa para fibrose cística ( doença genética transmissível ao filho se o gen mutante estiver no pai ) deve ser feita nos homens com ausência congênita dos deferentes ( canal ejaculatório ).
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Quando o homem é azospérmico por problema na produção testicular dos espermatozóides a biópsia do testículo deve ser feita e em se encontrando espermatozóides, faz-se a injeção dos mesmos nos óvulos da esposa ( ICSI ).
Os embriões obtidos, são então transferidos ao útero materno em número de dois a quatro.
Antes dessa transferência, os embriões podem ser biopsiados e estudados geneticamente para pesquisa de anomalias cromossômicas.
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Dr.
Edilberto de Araújo Filho
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